quarta-feira, 4 de março de 2009

Yummy!



... ou a história de um queque proibitivo

Entrou para o estrelato no filme "Sexo e a Cidade" onde esteve entre as principais protagonistas. Poderíamos estar a falar de Sarah Jessica Parker, mas não. Referimo-nos ao "cupcake" de Judith Leiber, uma deliciosa maleta em forma de queque na sua versão cor-de-rosa. Custa qualquer coisa como 4.295 dólares.

Ilustração em exposição



Uma vez mais acompanhamos o percurso de Elisabete Ferreira "a nossa menina" ilustradora presente na galeria de talentos do site F2-Fashionsquare.pt e que irá integrar a exposição da Index Livraria. A inauguração é já dia 7 de Março pelas 16h00 e a mostra estará patente ao público até ao próximo dia 11 de Abril e reunirá os mais recentes trabalhos de diferentes artistas.

Mons Royale


Embonecados à superfície mas com a mais velhinha da roupa interior por baixo. Não deixa de ser um crime de estilo. Para a equipa criativa da marca Mons Royale, o sportswear estilizado começa com roupas íntimas funcionais com diversos modelos para homem e senhora, numa linha onde predominam as cores claras e padrões divertidos. Bambú e lã merino são os materiais de eleição. Pena que por andarem escondidas sob a roupa tão poucas pessoas cheguem a ver estas peças.
Faltou referir que a marca é finalista do ispo BrandNew Awards 2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

Cenatex a "Formar o Futuro"



A Escola Profissional Cenatex iniciou dia 25 de Fevereiro o projecto “Formar o Futuro”, uma iniciativa que abrange 34 alunos finalistas dos cursos técnicos de Design e Moda, Vitrinismo e Electrónica, Automação e Instrumentação. Estes viajaram até às cidades de Sevilha e Barcelona para desenvolverem o seu estágio curricular, onde serão acolhidos por diversas empresas, que exercem a sua actividade nas áreas de estudo dos alunos, durante as próximas cinco semanas.

Este é um projecto desenvolvido pela EP Cenatex com duas entidades Intermediárias, a “STEP – Stage within European Programmes” – Sevilha e a “MSBarcelona” – Barcelona, que vão igualmente acompanhar os alunos durante as cinco semanas de duração do estágio. Todos os anos, a EP Cenatex desenvolve Candidaturas aos Programas de Aprendizagem ao Longo da Vida, de forma a proporcionar aos seus alunos actividades que desenvolvam não só as suas competências técnicas, mas que também possibilitem a oportunidade de conhecer outros países, com diferentes hábitos culturais e empresariais, desenvolvendo nos mesmos um espírito europeu, multicultural e de mobilidade, competências essenciais para uma rápida e boa inserção no mundo do trabalho, cada vez mais global e diversificado.

segunda-feira, 2 de março de 2009

O Dossier Vionnet



Após anos de reestruturação, de uma mão-cheia de conceituados directores criativos e de um há muito esperado reaparecimento na cena de moda parisiense, a mítica Casa Vionnet parece agora entrar num novo período de estabilidade. Fundada em 1019 e encerrada por ocasião do eclodir da Segunda Guerra Mundial, a empresa de Madeleine Vionnet foi adquirida pelo conhecido investidor italiano Mateo Marzotto, antigo presidente da Valentino, que anunciou: "Há sempre margem para projectos que possuem originalidade, energia e paixão. Com a Vionnet, gostaria de fazer ressuscitar uma ideia de moda que fosse contemporânea mas que não esquecesse a sua história; revigorando a extraordinária e inovadora elegância que marcou o trabalho de Madame Vionnet".

No seu tempo, Madeleine Vionnet foi pioneira do processo de drapeados, inventando o corte em viés e confeccionando vestidos a partir de um único pedaço de tecido, liberando as mulheres da sua época do uso do espartilho. Agora com a sua sede em Milão, a Vionnet irá apresentar a primeira colecção em Junho deste ano, constituída pelas linhas de pronto-a-vestir e acessórios. Ainda como consequência desta mudança, o anterior criador da linha de senhora da Prada, Rodolfo Paglialunga, assumirá as funções de director criativo da marca.

China: a luta é pela sobrevivência



Toda uma cidade erigida pela globalização. Não foi há muito tempo que 20 mil fábricas têxteis e de confecção fervilhavam de actividade em Shaoxing, trabalhando seis e mesmo sete dias por semana para produzirem peças a serem vendidas por grandes retalhistas americanos como a Gap e a Wal-Mart. Actualmente, a procura enfraquece no imenso território dos Estados Unidos e, na cidade costeira chinesa – ainda um dos maiores centros têxteis de todo o mundo – a economia é já uma das grandes vítimas da recessão, com fábricas a fecharem e alguns dos seus milionários donos a abandonarem a localidade, deixando milhares de trabalhadores ao abandono. Os que optam for ficar vêem-se pressionados por dívidas crescentes e pelas fortes perspectivas de bancarrota.

No sector têxtil do gigante asiático, assiste-se a uma autêntica luta pela sobrevivência, tendo o Governo de Pequim alertado para o risco de dois terços das empresas da fileira do país virem a fechar. Receia-se que os problemas na indústria têxtil estejam apenas a começar. A outrora efervescente economia chinesa testemunha agora a mais forte crise num período de três décadas. Crê-se que 20 milhões de trabalhadores migrantes estejam actualmente desempregados, originando manifestações de trabalhadores confrontados com o encerramento de sucessivas fábricas. Preocupados com o clima de instabilidade social e política vigente no território, os responsáveis chineses anunciaram ajudas financeiras de 586 biliões de dólares tendentes a manterem o funcionamento de algumas fábricas. Enquanto isso, empresas estatais recebem ordens no sentido de não despedirem os seus trabalhadores. Ao mesmo tempo, os construtores automóveis e navais e os fabricantes da indústria electrónica passaram a receber empréstimos estatais.
Mas poucos sectores se revelam tão essenciais para a economia da China como a indústria têxtil e de vestuário, verdadeiro trunfo do tremendo potencial global chinês e símbolo do seu modelo de desenvolvimento, baseado nas exportações de preços baixos. Os especialistas defendem que o que acontece neste momento em cidades como Shaoxing poderá servir de barómetro do poder económico da China e janela para as suas condições sociais. Logo em 2007, os crescentes preços do petróleo começaram a fazer aumentar o custo das fibras químicas usadas no fabrico de vestuário de nylon. Por sua vez, os maiores preços do carvão tornam mais dispendioso o funcionamento das fábricas. E quando a moeda da China se desvalorizou fortemente face ao dólar no início de 2008, as fábricas locais reclamaram o serem pagas por exportações numa moeda cada vez mais débil. A somar a todos estes factores, a nova legislação laboral e a severa competição por jovens trabalhadores migrantes fizeram disparar os salários em mais de 30% nos últimos dois anos. Isto numa altura em que os compradores de tecidos e têxteis dos Estados Unidos e da Europa começaram a pedir todos os anos preços cada vez mais reduzidos, encostando os produtores chineses contra a parede. De modo a fazer face à crise, Pequim foi lesto a responder com uma série de medidas tendentes a apoiarem os produtores têxteis onde constavam, entre outros, créditos e descontos nos impostos, facilidades na contratação de empréstimos em bancos estatais.
Fonte: new york times

O cluster transfronteiriço EUROclusTEX



Imagem de excelência de uma euroregião

O EUROclusTEX nasceu a 18 de Fevereiro último, em plena 33.ª edição do Modtissimo. Novo cluster transfronteiriço para a fileira dos têxteis, vestuário e moda do Norte de Portugal e da Galiza, representa um ambicioso projecto dinamizado em conjunto pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), pelo Centro Tecnológico das Industrias Têxtil e Vestuário de Portugal (Citeve) e ainda pela galega Asociación de Industrias da Confección de Lugo, Ourense y Pontevedra (AICLOP), com o apoio do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal (POCTEP) 2007-2013. Com duração de dois anos, o EUROclusTEX tem previsto um investimento total de aproximadamente 580 mil euros, propondo-se a “concretizar o importante capital de cooperação acumulado pelas empresas e agentes económicos das duas regiões fronteiriças”, potenciando o desenvolvimento de sinergias entre duas regiões com uma forte tradição têxtil.

Segundo os promotores, o objectivo é “fortalecer a complementaridade natural das duas realidades sectoriais, possibilitando o incremento dos fluxos comerciais e produtivos e institucionalizando as modalidades de cooperação”. Para o efeito, está planeada a promoção de contactos entre as empresas, os centros de competências e as instituições de ambas as regiões, prevendo-se ainda a criação de valor acrescentado no tecido empresarial e o reforço da inovação e do desenvolvimento tecnológico.